dossiê técnico · feito no brasil · 2026
RENATO.
Seu agente de IA escreve rápido.
O Renato faz ele escrever certo.

Um cérebro central que dá memória persistente, método e gates de engenharia ao agente de programação — test-first obrigatório, nenhuma primeira versão aceita, nenhum "pronto" sem evidência.

renato — sessão real
> renatao evals
# Renatao Evals — 21/21 canarios passaram (100%)
## governanca — 7/7
 identidade MCP carrega Segunda Versao  checkpoint pre-v2 existe
 handshake MCP carrega Segunda Versao  AGENTS.md carrega Segunda Versao

> renatao doctor --deep
[OK] evals-canario: 21/21 [OK] indice semantico: 503/503
[OK] servidor MCP importa [OK] circuit breaker: CLOSED
Doctor --deep: TUDO VERDE
“A vida é isso: conhecimento só serve se compartilhado.”
erick — criador do renato
RENATO.DOSSIEclaro · 16 jul 2026
01
as frases da casa

Manifesto — o que a gente acredita e mecaniza

Cada frase abaixo nasceu de um erro real e virou regra executável. Nenhuma é decoração: todas têm um gate, um checklist ou um teste por trás.

“Funciona” é opinião. “Esse comando roda e sai isso” é fato.
critério de aceite como contrato
Conselho se esquece. Mecanismo sobrevive.
a escada de enforcement
A primeira versão que funciona ancora o pensamento. A v1 nunca é entregue.
regra da segunda versão
O autor jura. O adversário acha.
revisão adversarial
Container é gado, não bicho de estimação — o que precisa sobreviver mora fora dele.
guia do fluxo de deploy
Backup que nunca foi restaurado é fé, não backup.
guia de segurança
A nota só sobe com mecanismo — nunca com promessa.
selo da casa
Avaliação, não dogma: se PHP for a melhor saída, PHP vence.
decisão de stack
RENATO.DOSSIE01 · manifesto
02
o problema · a virada · a tese

Velocidade sem método é protótipo disfarçado de produto

O problema. Ferramentas de IA escrevem código numa velocidade impensável há dois anos. Mas velocidade não é qualidade. O agente entrega a primeira versão que funciona — e quase todo mundo aceita. O resultado é protótipo disfarçado de produto: "funciona na minha máquina", segredo vazado no commit, e o mesmo erro repetido projeto após projeto, porque a IA não lembra do que já foi decidido.

A virada. Disciplina de engenharia não pode depender de força de vontade — ainda mais quando quem escreve o código é uma IA confiante e apressada. Documento se ignora, checklist se pula, boa intenção se esquece. Tem que virar sistema. O Renato nasceu dessa ideia: transformar boas práticas em mecanismos que acontecem sozinhos, não em conselhos que se esquecem.

A tese. Toda prática de engenharia sobe uma escada de enforcement — e só descansa quando vira gate, verificação automática ou métrica no tempo. O trabalho do Renato é empurrar cada regra da casa o mais para a direita possível dessa escada.

1 · Documento 2 · Artefato 3 · Gate 4 · Auto-verificação 5 · Métrica no tempo depende de leitura chega sozinho bloqueia o “pronto” roda sem pedir mostra a direção conselho (se esquece) mecanismo (sobrevive)
aconteceu de verdade · a regra que pediu a própria regra

Quando a Regra da Segunda Versão foi implantada, a primeira versão da implantação parecia completa — e foi auditada adversarialmente antes do “pronto”. Resultado: 6 caminhos sem a regra, incluindo o principal (o canal MCP que o agente do IDE realmente usa). A v1 foi criticada e reescrita. A regra exigiu a própria segunda versão — e provou o próprio ponto.

RENATO.DOSSIE02 · problema & tese
03
o que é, tecnicamente

Ele não escreve código — injeta contexto e cobra método

O Renato é um cérebro central externo, IDE-first: um servidor MCP + CLI determinística (Python) que se conecta ao agente do seu editor (Antigravity, VS Code, Cursor). A identidade, os checkpoints e os gates chegam dentro da conversa do agente — não dependem de ele abrir arquivo nenhum.

Ele dá ao agente três coisas que faltam: memória que persiste entre sessões e projetos, com recall híbrido (busca textual FTS5 + embeddings semânticos) e colheita automática ao concluir — a IA para de reinventar o que já foi resolvido; um acervo de 1.200+ skills indexadas, servidas sob demanda para não inflar o contexto; e protocolos que cobram método a cada passo do trabalho.

O roteamento é 100% determinístico: a tarefa é classificada por keywords ponderadas — sem LLM no caminho crítico. Mesmo input, mesmos protocolos, sempre. Determinismo aqui é feature: o agente pode ser criativo; o processo, não.

AGENTE DO IDE
Antigravity · VS Code · Cursor
quem escreve o código
MCP
SERVIDOR RENATO
identidade · checkpoints · gates
injetados no agente
100% LOCAL
SEU PROJETO
artefatos .renatao/
código com trilha auditável
NÚCLEO DO RENATO — MEMÓRIA E SEGREDOS NÃO SAEM DA SUA MÁQUINA
MEMÓRIA
SQLite · FTS5 + embeddings
colheita automática
SKILLS
1.200+ indexadas
servidas sob demanda
ROTEADOR
keywords ponderadas
0 LLM · determinístico
PROTOCOLOS
test-first · 2ª versão
adversarial · evals · selo

E o sistema se cuida

RENATO.DOSSIE03 · arquitetura
04
dentro do cérebro · como uma tarefa vira método

O roteador é uma função, não um palpite

Quando uma tarefa chega, nenhum modelo de linguagem decide o que fazer com ela. A classificação é determinística — e isso é uma escolha de engenharia, não uma limitação.

1
o pedido é normalizado
acentos, caixa e ruído saem do caminho antes de qualquer decisão
passo
2
pontuação por keywords ponderadas
cada domínio — deploy, revisão, segurança, projeto novo... — tem um conjunto de termos com pesos; a soma decide o vencedor
passo
3
o domínio define o pacote
protocolos, checkpoints e gates que serão cobrados naquela tarefa — não sugeridos
GATE
4
skills sob demanda
das 1.200+ skills indexadas, só as mais relevantes entram — contexto enxuto em vez de manual inteiro
passo
5
injeção via MCP
identidade, método, memórias e gates entram dentro da conversa do agente — ele não precisa abrir arquivo nenhum
ENTREGA

Por que determinismo é feature

Mesmo pedido, mesmo processo — sempre. Um roteador probabilístico erraria diferente a cada dia, e ninguém audita palpite: aqui, auditar é ler uma tabela de pesos, não interrogar um modelo. O custo é zero e a latência é desprezível, porque não há chamada de rede no caminho crítico.

A divisão é deliberada: a criatividade fica onde deve ficar — no código que o agente escreve, nas abordagens do torneio, na solução do problema. O processo que cobra teste, evidência e revisão não improvisa. É a mesma lógica de um checklist de aviação: o piloto decide muito; o checklist, nada.

regra da casa · zero llm no caminho crítico

Roteamento, gates, selo e evals são funções puras: entrada → saída, testáveis uma a uma. Chamada de modelo é periférica e opcional (vetores de memória, geração de imagem) — nunca decide o método.

RENATO.DOSSIE04 · roteamento
05
dentro do cérebro · memória

Memória que atravessa sessões e projetos

O agente nasce amnésico: fechou a conversa, esqueceu a decisão, o erro e a lição. O Renato mantém um acervo que persiste — e que volta sozinho na hora certa.

1
colheita automática
ao concluir a tarefa, decisões e lições são extraídas e gravadas — sem depender de alguém lembrar de anotar
GATE
2
leak-scan na ingestão
credencial detectada vira [REDACTED] antes de tocar o disco — o acervo nunca guarda segredo em texto
GATE
3
dedup semântico
a mesma lição aprendida duas vezes não polui o acervo duas vezes
passo
4
índice duplo
o texto entra no índice léxico (FTS5) e vira um vetor semântico; um hash do texto evita re-embutir o que não mudou
passo
5
recall híbrido
busca textual + similaridade de cosseno entre vetores, fundidas por RRF (fusão de rankings recíprocos)
CORE
6
injeção na sessão seguinte
as memórias relevantes ao tema da nova tarefa entram na conversa — em qualquer projeto
passo

Por que dois índices

O léxico acha o termo exato: "coolify", o nome da função, a flag do comando. O semântico acha o conceito: "app caiu depois do deploy" encontra "healthcheck falhou em produção" sem dividirem uma palavra sequer. O RRF junta as duas listas sem calibração frágil de pesos: quem ranqueia bem nas duas, sobe.

Honestidade sobre os dados: acervo, índice, segredos e backups ficam na máquina. Para gerar o vetor, o texto da memória viaja a uma API de embedding — depois do leak-scan. Sem chave ou sem internet, o recall degrada para busca textual pura: menos esperto, nunca quebrado.

O QUE FICA · O QUE VIAJA · O QUE DEGRADA
FICA NA MÁQUINA
acervo SQLite, índices, segredos, backups
VIAJA (OPCIONAL)
texto da memória → vetor, sempre após o leak-scan
OFFLINE
recall vira busca textual pura — zero regressão
RENATO.DOSSIE05 · memória
06
o fluxo de uma tarefa

Do pedido ao pronto: nove passos, seis gates

1
session_start
identidade, memórias, playbooks e modo de trabalho injetados direto na conversa do agente
passo
2
recall + plano
busca o histórico antes de reinventar; anuncia o plano; o humano aprova
passo
3
pre-code
classifica antes da 1ª linha: trivial / relevante / crítico — reclassificar depois é falso-feito
GATE
4
test-first
escreve o teste → roda → confirma a falha esperada → só então implementa
GATE
5
pre-v2 · Regra da Segunda Versão
v1 → 3 críticas → reescrita v2 (crítico: torneio de 3 abordagens antes)
GATE
6
pre-test / pre-commit
suíte verde de verdade (saída real); trilha v1→v2 conferida; commit semântico
GATE
7
adversary + ship-check
tenta quebrar o próprio trabalho; evals do projeto bloqueiam o deploy se falharem
GATE
8
deploy + postdeploy
HEALTHCHECK obrigatório; smoke real no endpoint em produção; app caído vira incidente
GATE
9
task_complete
recusa "pronto" sem evidência recente; a memória do que foi feito é colhida automaticamente
GATE
o detalhe que muda tudo

Os gates não são texto que o agente pode ignorar. O task_complete recusa recibo em branco; o ship-check bloqueia deploy com eval falhando; o preflight reprova Dockerfile sem healthcheck. Desobedecer dá trabalho — obedecer é o caminho fácil.

RENATO.DOSSIE06 · fluxo
07
os dois ciclos centrais

Test-first e a Segunda Versão, lado a lado

CICLO TEST-FIRST (XP)
1 · ESCREVE O TESTE
antes do código
2 · RODA → FALHA
pelo motivo esperado
3 · IMPLEMENTA
a menor mudança
4 · RODA → VERDE
evidência real
sem teste falhando primeiro, não há implementação
REGRA DA SEGUNDA VERSÃO
v1 — RASCUNHO
nunca é entregue
3 CRÍTICAS CONCRETAS
trocar de papel e atacar
v2 — REESCRITA
repensar, não renomear
TRILHA NO RECIBO
[v1 → críticas → v2]
crítico: antes disso, torneio de 3 abordagens julgadas

Por que reescrever em vez de refazer 5 vezes?

Reescrever do zero repetidas vezes tende a produzir variações da mesma ideia — a IA regride à abordagem mais provável dela. O ganho real vem de pontos de partida diferentes + julgamento explícito: no código crítico, 3 abordagens partindo de ângulos declarados (simplicidade, robustez, performance) são julgadas por tabela — correção, simplicidade, testabilidade, risco — e a vencedora herda o melhor das perdedoras, antes de ainda passar pela crítica e reescrita.

A classificação vem antes de tudo: trivial (typo, texto, config) fica fora da regra; relevante — o default de qualquer lógica — exige a segunda versão; crítico (auth, pagamento, dados) exige o torneio. Na dúvida, é relevante. Reclassificar para baixo depois de pronto é assinatura de falso-feito. Exceções honestas: emergência em produção (conserta primeiro, a v2 vira follow-up imediato registrado) e código vindo do scaffold da casa.

RENATO.DOSSIE07 · ciclos
08
os 8 protocolos · parte 1

Cada um nasceu de um erro real — e virou mecanismo

01Test-first como gate, não como conselho

Nenhum código de produção nasce antes do teste: escreve-se o teste → roda-se → confirma-se a falha pelo motivo esperado → só então implementa. O fluxo é cobrado em artefato próprio e verificado na conclusão — o sistema recusa "concluído" sem evidência de execução recente de testes, com janela de tempo: um relatório velho não prova que os testes rodaram para ESTA tarefa.

task_complete exige FULL_TEST_RUN recente (mtime < 30 min) · gate no checkpoint pre-test
02Regra da Segunda Versão: a v1 nunca é entregue

A primeira versão que funciona ancora o pensamento. Todo código relevante segue v1 → 3 críticas concretas → reescrita v2, com a trilha registrada no recibo de execução. Código crítico (auth, pagamento, dados) exige torneio: 3 abordagens partindo de ângulos distintos declarados antes, julgadas por tabela — a vencedora herda o melhor das perdedoras.

checkpoint pre-v2 · pre-commit cobra a trilha [v1 → críticas → v2] · adversarial caça v1 sem crítica
03Critério de aceite como contrato

Antes da primeira linha: qual comando vou rodar e que saída espero ver? Ao final, a saída real é colada no recibo — e o task_complete bloqueia conclusão com recibo em branco. "Funciona" é opinião; "esse comando roda e sai isso" é fato.

GSD exige tabela comando → saída · task_complete recusa EXECUTION_RECEIPT template
04Revisão adversarial antes de aprovar

O agente troca de papel: 3 hipóteses de como o trabalho pode estar quebrado, cada uma testada de verdade; caça às assinaturas de falso-feito (sucesso sem saída colada, teste que não testa, except: pass, v1 entregue sem crítica); lente de produto quando há UI — primeiro uso sem manual, mensagens de erro que ensinam, estado vazio que orienta. Todo deploy aciona automaticamente.

roteia em revisar/auditar + todo deploy · ship-check reporta ausência da revisão
RENATO.DOSSIE08 · protocolos 1–4
09
os 8 protocolos · parte 2

Do primeiro commit à produção vigiada

05Evals por projeto

Cada projeto define casos determinísticos comando → saída esperada (EVALS.jsonl). Rodam a cada mudança e bloqueiam o deploy se falharem — o único termômetro honesto de "a ferramenta ainda funciona". O scaffold já cria os primeiros casos na stack detectada.

renatao evals roda canários + casos do projeto · eval falhando = BLOQUEADOR no ship-check
06Deploy com gates reais

Preflight que reprova Dockerfile sem HEALTHCHECK; auditoria de dependências (pip-audit / npm audit) contra CVEs conhecidas; smoke pós-deploy batendo no healthcheck real em produção; varredura periódica que transforma app fora do ar em incidente automático no projeto de origem.

coolify-preflight FAIL · deps-audit rc=1 em severidade alta · postdeploy + production-sweep
07Selo da Casa

Nota A–F determinística por projeto agregando: evals verdes, testes, README, dependências auditadas, segredos fora do código, healthcheck. Com histórico em série temporal e tendência no briefing diário. A nota só sobe com mecanismo, nunca com promessa.

renatao seal · SEAL_HISTORY.jsonl · tendência no standup
08Nascer bem custa um comando

O scaffold gera o projeto com o kit embutido — estrutura canônica, teste smoke passando, evals iniciais, logging estruturado, Dockerfile com healthcheck, .env.example, git iniciado — e se recusa a rodar sem a decisão de stack registrada: avaliação comparativa, nunca dogma. Se PHP for a melhor saída para o caso, PHP vence.

renatao scaffold --tipo api|cli|estatico|fullstack · exige --decisao (Gate 2) · DECISIONS.md no projeto
aconteceu de verdade · a primeira medição achou o que estava invisível

No dia em que o selo e a auditoria de dependências entraram no ar, foram apontados nos projetos reais da casa: 18 vulnerabilidades (3 graves) num frontend que parecia saudável, dois Dockerfiles sem healthcheck e a ausência de evals — com o caminho exato para subir cada nota. Nenhuma promessa: um checklist acionável por projeto.

RENATO.DOSSIE09 · protocolos 5–8
10
anatomia do .renatao/ · a papelada que trabalha

O método não mora na conversa: vira arquivo no projeto

Conversa evapora; arquivo fica, versiona e audita. Cada gate do Renato lê um artefato — nunca a boa intenção de quem escreveu. Todos são texto puro (markdown/JSON), legíveis por humano e por máquina, dentro do próprio repositório.

GSD_TASK.md
o contrato da tarefa: objetivo + critério de aceite (comando → saída esperada)
TEST_FIRST_PLAN.md
o teste planejado antes do código — e a falha esperada dele
EXECUTION_RECEIPT.md
o recibo: saída real colada; template em branco é recusado
FULL_TEST_RUN
prova de suíte verde com carimbo de tempo — relatório velho não vale
ADVERSARIAL_REVIEW
as 3 hipóteses de quebra e o resultado real de cada uma
DECISIONS.md
decisões de stack e arquitetura com o porquê e as alternativas descartadas
EVALS.jsonl
os casos comando → saída que vigiam o projeto a cada mudança
SEAL_HISTORY.jsonl
a série temporal da nota A–F — a direção importa mais que a foto
AGENTS.md
o manual que viaja com o repo: regras da casa para qualquer agente que chegar

Dois níveis, uma lógica

Por projeto, o .renatao/ guarda o que pertence àquele código: contratos, recibos, decisões, evals, selo. Quem clona o repositório leva o contexto junto — inclusive um agente novo, de outra ferramenta, meses depois.

Na casa, o cérebro central guarda o que atravessa projetos: memória, skills, protocolos, histórico. A fronteira é deliberada: o que é do projeto viaja com o projeto; o que é da casa (e os segredos) não sai dela.

auditoria sem arqueologia

Seis meses depois, "por que escolhemos isso?" se responde com um arquivo — não com a memória de quem já saiu do projeto. O custo é minutos por tarefa; a alternativa é reconstruir contexto por horas, ou decidir de novo no escuro.

RENATO.DOSSIE10 · artefatos
11
a viagem do código · git → coolify → produção

O que acontece num deploy, passo a passo

1
ship-check antes do push
testes verdes, evals, leak-scan de segredos, HEALTHCHECK no Dockerfile, dependências auditadas — reprovou, não embarca
GATE
2
git push
o git é o único caminho de entrada do código no servidor — editar direto lá é proibido; o próximo deploy apaga
passo
3
o Coolify percebe e constrói
webhook dispara, o código novo é puxado para o servidor e a imagem é construída seguindo o Dockerfile
passo
4
troca de containers
o novo sobe com as variáveis do painel injetadas, o healthcheck confirma que está vivo — só então o antigo morre; o proxy aponta o domínio pro novo
GATE
5
postdeploy
smoke batendo no endpoint real em produção, resposta guardada no recibo — deploy "que passou" não é deploy verificado
GATE
6
production-sweep contínuo
varredura periódica de todos os apps no ar: fora do ar vira incidente automático no projeto de origem — ninguém precisa perceber na mão
VIGIA
ONDE CADA COISA MORA — E O QUE SOBREVIVE AO DEPLOY
CÓDIGO
no git sobrevive
SEGREDOS (.env)
painel do Coolify sobrevive
CONTAINER
recriado a cada deploy morre
DADOS DO BANCO
volume no disco sobrevive
UPLOADS
só com volume configure
BACKUP
fora do servidor plano B
o erro clássico que esta tabela mata

SQLite dentro do container sem volume = banco zerado a cada deploy. Tudo que precisa sobreviver mora fora do container: banco com volume próprio, backup em outro lugar.

RENATO.DOSSIE11 · viagem do deploy
12
projeto novo · a linha de raciocínio da casa

O dia zero: fundação antes de funcionalidade

antes de digitar · as 5 perguntas por escrito

1. O que é? (API, site, app, CLI) · 2. Quem usa? · 3. Onde roda? · 4. Que dados guarda? · 5. O que fica DE FORA da primeira versão? — a mais importante: sem escopo negativo, todo projeto incha e nunca termina.

1
stack por avaliação, nunca por moda
mínimo 2 opções comparadas — requisitos, ecossistema, hospedagem, prazo — porquê registrado em DECISIONS.md
GATE
2
estrutura validada pela comunidade
o scaffold do Laravel, o src-layout do Python, o padrão do Vite — não invente layout de pastas
passo
3
git init + .gitignore + README
histórico desde o primeiro arquivo; README com o que é, como rodar, como testar
passo
4
.env.example desde já
todo segredo e configuração fora do código antes de existir código — o .env real nunca entra no git
passo
5
primeiro teste passando
um smoke: o app importa e responde — o alicerce do test-first de todas as tarefas seguintes
GATE
6
primeiros evals
3 a 5 casos "rodo este comando → espero esta saída" — o termômetro honesto nasce junto com o projeto
GATE
7
commit inicial — e só então funcionalidade
cada item acima custa minutos hoje e horas depois; parece lento, é o contrário
MARCO
Na casa, tudo isso é um comando

O scaffold entrega o projeto com o kit: estrutura canônica, smoke passando, evals iniciais, Dockerfile com healthcheck, .env.example, git iniciado — e se recusa a rodar sem a decisão de stack registrada.

renatao scaffold --tipo api --nome app --decisao "FastAPI vs Express: ..."
RENATO.DOSSIE12 · projeto novo
13
segurança · defesa em profundidade

Cada ameaça mapeada tem uma camada com nome

Uma ferramenta local com acesso a shell e memória persistente exige desconfiança por padrão. Cada risco vira um mecanismo — e o que não dá para proteger de verdade, o sistema recusa em vez de fingir.

1
segredo entrando no acervo
leak-scan na ingestão: credencial vira [REDACTED] antes de tocar o disco
GATE
2
segredo saindo em público
segredos vivem fora do git; varredura de vazamento roda no ship-check antes de qualquer entrega
GATE
3
comando destrutivo no shell
jail com sandbox de sistema operacional quando existe; sem sandbox real, recusa rodar por padrão — não finge proteger
RECUSA
4
injeção de prompt
texto vindo de fora (páginas, arquivos, saídas) é sanitizado antes de entrar em qualquer prompt
GATE
5
URL maliciosa ou interna
toda URL de saída passa por validação anti-SSRF — endereço interno não é alvo legítimo
GATE
6
API externa em falha
circuit breaker: para de insistir quando a API cai, reabre sozinho quando estabiliza
auto
7
custo fugindo do controle
teto diário de custo + limite de ações por hora; estourou, chamadas pagas bloqueiam sozinhas
GATE
8
perda do cérebro
backup com verificação de integridade e rotação — backup que nunca foi restaurado é fé, não backup
GATE
honestidade também é camada · fail-open documentado

Sem a biblioteca de confiabilidade instalada, as ferramentas locais seguem funcionando e avisam — disponibilidade escolhida conscientemente para ferramenta local, com o risco por escrito. Segurança que finge é teatro; aqui, cada exceção tem nome, motivo e log.

RENATO.DOSSIE13 · segurança
14
números · medido, não prometido

O sistema que cobra evidência presta contas com evidência

720+
testes na própria suíte
21
evals-canário de comportamento
1.200+
skills indexadas
8
protocolos com gate
100%
local — memória e segredos em casa
0
LLM no roteamento (determinístico)
Testes na suíte — um único dia de trabalho (13/07/2026): +98, tudo test-first 600 640 680 720 623 721 início do dia plano F0–F11 selo v2 2ª Versão regra no MCP cada bloco de protocolos entrou test-first, sem quebrar nada — os commits deste gráfico existem e são auditáveis

O Selo da Casa

F E D C B A a nota só sobe com mecanismo — nunca com promessa
renatao seal — projeto real
> renatao seal --write
Nota: C (65/100)
## O Que Falta Para Subir
[ ] Definir evals do projeto (+15)
[ ] Evals verdes (+20)
RENATO.DOSSIE14 · números
15
o modelo de trabalho · xp para a era dos agentes

Humano decide. Agente executa. Renato coordena.

HUMANO decide AGENTE (IDE) executa RENATO coordena e cobra par no espírito do XP: test-first, iterações curtas, feedback contínuo — com cabeça de MVP (o escopo declara o que fica DE FORA antes da primeira linha)

É do XP (Extreme Programming) que vêm o test-first/TDD, as iterações curtas com feedback contínuo e a programação em par — aqui, o par é o desenvolvedor e o agente, coordenando e planejando juntos antes de qualquer linha. E com cabeça de MVP: todo trabalho começa declarando o escopo mínimo e, principalmente, o que fica de fora da primeira versão.

A divisão de papéis é deliberada. O humano é dono das decisões — produto, stack, prioridade, o que é crítico. O agente executa com a velocidade que só IA tem. E o Renato coordena: injeta o contexto certo, serve os protocolos da tarefa e cobra os gates — para que o par nunca pule etapa, nem no dia corrido. Nenhum dos três substitui os outros dois.

por que compartilhar

“A vida é isso: conhecimento só serve se compartilhado.”

O Renato não nasceu para ser meu. Se ele me ajuda a transformar código de IA em software de verdade, por que não ajudaria todo mundo? Os segredos e as chaves ficam em casa — o conhecimento, não. Os protocolos, a arquitetura, o método, as lições (inclusive os erros — foram auditorias adversariais que acharam os melhores bugs): tudo isso é feito para circular. Se uma ideia daqui melhorar o jeito de uma pessoa construir software, o projeto já cumpriu o propósito.

RENATO.DOSSIE15 · modelo & filosofia
16
adoção · o método sem a ferramenta

Leve para o seu time: uma prática por semana

O Renato é a automação do método — mas o método funciona à mão, hoje, sem instalar nada. A escada de adoção que a casa recomenda:

1
aceite como contrato
antes de cada tarefa: qual comando vou rodar e que saída espero? escreva — 2 minutos que matam o "funciona na minha máquina"
SEM. 1
2
test-first no que importa
teste antes do código em toda lógica nova; veja falhar pelo motivo esperado antes de implementar
SEM. 2
3
evals do projeto
5 casos comando → saída esperada num arquivo; rode todos antes de qualquer deploy
SEM. 3
4
revisão adversarial
3 hipóteses de como pode estar quebrado, testadas de verdade, antes do "pronto" — se não achou nada, desconfie da revisão
SEM. 4
5
segunda versão + selo mensal
reescrita crítica no código relevante; nota A–F por checklist, uma vez por mês — a direção importa mais que a foto
MÊS 2

A regra de ouro da adoção

Uma prática por vez — quatro mudanças simultâneas morrem juntas na primeira semana cheia. E cada prática precisa subir a escada de enforcement do time: o aceite vai para o template do PR, os evals vão para o CI, o selo vira uma reunião mensal de 15 minutos com checklist.

Documento que não bloqueia nada volta a ser conselho — e conselho se esquece. A pergunta de cada semana é sempre a mesma: "o que impede, mecanicamente, de pular esta etapa?" Enquanto a resposta for "boa vontade", o trabalho não terminou.

o que é aberto · o que fica em casa

Abertos: os protocolos, a arquitetura, o método e as lições — inclusive os erros. Em casa: segredos, chaves e a memória. Use, adapte, melhore — e repasse. Se uma ideia daqui melhorar o jeito do seu time construir software, o projeto já cumpriu o propósito.

RENATO.DOSSIE16 · adoção
17
objeções · perguntas diretas

O que sempre perguntam, sem marketing

Q1"Meu agente já é ótimo. Para que isso?"

Ele é ótimo em escrever e péssimo em lembrar e se cobrar. O Renato não compete — coordena: memória entre sessões, método e gates que não aceitam "confia".

Q2"Funciona com qual IDE?"

Qualquer um que fale MCP — Antigravity, VS Code, Cursor. Identidade, memórias e gates chegam dentro da conversa do agente; a CLI determinística cobre o resto, e humanos também podem usá-la direto.

Q3"Quanto custa rodar?"

O caminho crítico é local e de custo zero: roteamento sem LLM, memória em SQLite, gates como funções. Chamadas pagas são opcionais — sob teto diário de custo com bloqueio automático.

Q4"Meus dados saem da máquina?"

Acervo, índices, segredos e backups: não. O texto de uma memória viaja só para gerar o vetor — depois do leak-scan — e tudo degrada para busca local pura sem internet.

Q5"Isso não burocratiza o trabalho?"

Tarefa trivial fica fora dos gates. Nas relevantes, o custo é minutos — contra horas de retrabalho. Por construção, desobedecer dá mais trabalho que obedecer.

Q6"Por que não usar LLM no roteamento?"

Reprodutibilidade e auditoria: mesmo pedido, mesmo método, custo zero, latência zero. Auditar é ler uma tabela de pesos — não interrogar um modelo sobre o que ele decidiu ontem.

Q7"E se o Renato quebrar?"

O agente continua funcionando — o Renato coordena, não executa. Os artefatos ficam no projeto, legíveis sem a ferramenta; o cérebro tem backup verificado de verdade.

RENATO.DOSSIE17 · faq
18
quem constrói

O Renato veio de uma necessidade

Trabalho solo para várias empresas e projetos ao mesmo tempo, e precisava urgente de alguém para me ajudar. Construí o Renato porque queria testar, conhecer, entender e extrair o melhor que a IA podia dar para o meu trabalho de verdade — não em demo, no dia a dia.

Assim nasceu o Espetacular Renato: hoje não só uma IA, mas um parceiro de trabalho.

— Erick

git log — o dia em que tudo virou mecanismo
3a157b0 fix: regra em TUDO — MCP, AGENTS
943be05 feat: Segunda Versao + Torneio
3b7a0a5 feat: Selo da Casa — nota A-F
9018d1a feat: scaffold com kit da casa
a03e183 feat: revisao adversarial
68c42a3 feat: producao viva + deps
1428f3c feat: evals + gate no ship-check
55fd6de feat: aceite vira contrato

O que este dossiê afirma é verificável

  • Os números têm commit por trás — o gráfico da página 14 é o git log ao lado.
  • As histórias "aconteceu de verdade" têm artefato e teste registrados.
  • O método que produziu este documento é o método que ele descreve: este PDF passou pela Regra da Segunda Versão — três vezes.

Construído em português, no Brasil, com método brasileiro:
avaliação em vez de dogma, evidência em vez de juramento — e a porta aberta.

RENATO.DOSSIE18 · quem constrói